10 – Final Fight (Arcade / SNES / Mega Drive)
O que acontece quando, em 1989, você cria um game de luta de rua que permite bater em mulheres? Poison (que hoje está em Street Fighter X Tekken) e Roxy eram duas inimigas recorrentes no jogo, até que a Capcom decidiu mudar o sexo das personagens. Preocupada com uma repercussão negativa, a empresa decidiu transformá-las em travestis (!) no Japão e em homens (Sid e Billy) para o lançamento americano no SNES. Por outro lado, muitos não se importam com a decisão e ainda consideram Poison uma mulher.
Mais uma polêmica para a Capcom: quando RE5 foi mostrado, na E3 de 2007, várias pessoas rotularam o jogo como uma forte apologia ao racismo. Chris Redfield, branco e americano, abria fogo contra um grande grupo formado apenas por negros, em uma vila da África. A Capcom se disse surpresa com a repercussão e afirmou que nenhuma mudança seria realizada no jogo. Entretanto, vídeos seguintes e a versão final do título incluiram uma diversidade racial maior. Mesmo assim, as acusações persistem.
8 – Punch-Out!! (Arcade / NES / SNES / Wii)
É estranho imaginar a Nintendo envolvida em alguma controvérsia por seus jogos, mas a série de boxe apresenta grandes e até ofensivos estereótipos culturais, apesar do visual cartunesco. Por exemplo, Super Punch-Out!! tinha um lutador russo chamado Vodka Drunkenski, um afeminado boxeador espanhol chamado Don Flamenco e um indiano chamado Great Tiger, cujo turbante balançava ao indicar que estava aberto a ataques. Na versão para o Wii, o fraco lutador francês Glass Joe solta croissants (!) ao ser derrotado.
7 – Bully (PS2 / Xbox / Xbox 360 / Wii / PC)
Da mesma Rockstar da série GTA, Bully coloca os jogadores no papel de Jimmy Hopkins, um adolescente rebelde em um colégio interno de prestígio. Jimmy deve assistir aulas (na forma de mini-games) para progredir no jogo, mas no seu tempo livre precisa completar missões para alunos, professores e moradores da pequena cidade onde fica a escola. Assim, Jimmy rouba, picha muros, sofre e pratica bullying (daí o nome do jogo), bate em outros alunos, humilha professores, esconde segredos da escola e a vandaliza. Para piorar, Jimmy pode ter namoradas, e é possível beijar um aluno.
6 – Gekibo: Gekisha Boy (PC Engine)
Neste estranho título para PCs, o jovem David Goldman é um fotógrafo amador apaixonado pelo que faz, até que seus pais morrem em um acidente de avião. Pensando em largar tudo, David é convencido a continuar pelo seu professor de fotografia, que lhe pede para visitar diferentes bairros da cidade, tirando fotos. Até aí, tudo bem, certo? O problema é quando David visita um bairro na periferia da cidade, de maioria negra, que somente aparece em três tipos: cafetão, prostituta e sósias do Michael Jackson.
Com jogabilidade e ambientação similares a Final Fight, Vendetta foi lançado pela Konami dois anos depois, e já apresentava recursos gráficos mais avançados, principalmente na variedade de inimigos. A polêmica está em um destes inimigos, um homem vestido com calças e boina de couro, barba e óculos escuros, sem camisa. Seus ataques são puramente baseados em “encoxadas” claramente sexuais no protagonista. Se mais de um destes aparecer ao mesmo tempo, é possível que ele ataque um poste.
4 – Grand Theft Auto: Vice City (PS2 / Xbox / PC / Mac)
Além de toda a polêmica inerente a qualquer jogo da série, uma missão de Vice City abriu um perigoso precedente na franquia. Chamada "Dirty Lickin’s", nela o protagonista Tommy Vercetti é convencido por Auntie Poulet, uma haitiana líder de gangue, a massacrar uma comunidade de imigrantes cubanos. A cidade de Miami (na qual Vice City é baseada) realmente tem muitos imigrantes da América Central. Não é preciso dizer que este pequeno genocídio virtual irritou profundamente a população do Haiti e de Cuba.
3 – JFK Reloaded (PC)
Baseado em um dos mais trágicos momentos da história da política estadunidense, JFK Reloaded busca recriar, com uma mórbida precisão de detalhes, o homicídio do presidente John Kennedy, em 1963. Em primeira pessoa, os jogadores controlam o (suposto) assassino Lee Harvey Oswald da janela de um depósito de livros. O jogo recria em 3D todo o perímetro da rua de Dallas, no Texas, onde o presidente morreu. O objetivo é reproduzir a trajetória dos tiros, para os quais são dados pontos pela precisão.
Como um esquilo fofinho, dentuço e com cauda felpuda conseguiu arrumar tanta confusão? Após acordar com a maior ressaca da sua vida, Conker deve encontrar o caminho de volta pra casa, e passar por situações absurdas, como o roubo de uma colmeia, enfrentar um monstro cantor de ópera feito de fezes, ajudar uma flor devassa, lutar uma guerra entre esquilos e ursos de pelúcia, assaltar um banco, matar um alien, destronar um rei e enganar a morte. Tudo isso com muitos palavrões, violência, escatologia, alcoolismo, piadas de cunho sexual e inúmeras referências a filmes famosos.
1 – Custer’s Revenge (Atari 2600)
Talvez nunca veremos um jogo mais gratuitamente ofensivo do que Custer’s Revenge, criado em uma época que era preciso imaginação para entender a ação na tela. Nesta pérola de 1982, os jogadores controlavam o General Custer, que usava apenas um chapéu, uma bandana, botas e uma visível ereção. O jogo era sobre nada menos que conseguir fazer sexo forçado com uma nativa-americana amarrada a um poste. Para isso, era preciso desviar de flechas atiradas do céu. O jogo apresentava um grande aviso na capa afirmando que era proibido para menores, e recebeu duras críticas de grupos de direitos das mulheres. Pouco tempo depois, foi retirado das prateleiras.
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