O lançamento do Windows 8
acena com uma ruptura tão grande que muitos consumidores corporativos
dizem que não pretendem adotar o novo sistema operacional. Em meio a
tantas incertezas, a Microsoft
se defende dizendo que a linha que separa usuário doméstico e
corporativo é muito tênue hoje e será ainda mais no futuro. E que, mais
do que isso, a publicidade da plataforma foi desenvolvida para ressaltar
o ar jovial do sistema.
Microsoft defende Windows 8 e diz que ele será atrativo aos consumidores corporativos (Foto: Reprodução)
De acordo com Ron Markezich, executivo da Microsoft, em entrevista ao
Newsday, a publicidade da nova versão do sistema operacional é
“colorida” porque é direcionada para jovens. Na visão da empresa, esse
nicho é fundamental e precisa ser reconquistado com um produto que se
mostre revolucionário, moderno e pronto para se ajustar nas novas formas
de se consumir entretenimento e tecnologia.
O problema, de acordo com o Newsday, é que essa campanha tem aumentado
as dúvidas dos grandes parceiros da Microsoft. Grandes empresas, que
sempre esperaram a chegada de novas versões da plataforma com ansiedade,
estão relutantes em considerar um upgrade para o Windows 8. Tudo porque
enxergam no novo Windows uma proposta que afeta a produtividade de seus
funcionários e que não traz novidades e recursos novos para as
empresas.
Doug Johnson, analista da Associação Americana de Bancos, que reúne
alguns dos maiores consumidores de software proprietário do planeta,
declara que, do ponto de vista estratégico, não faz sentido investir no
Windows 8: “o sistema é, francamente, uma plataforma voltada para o
consumidor do que para o mercado corporativo, por isso não é algo que
faça sentido do ponto de vista comercial no momento”.
A Microsoft se defende dizendo que já negocia vendas para parceiros e
que as empresas estão ansiosas pelas possibilidades do Windows 8 em
desobrigar que elas se comprometam com desktops ou com tablets e possam,
simplesmente, usar ambos.
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