Para os cientistas envolvidos no projeto, o próximo grande salto é passar informações da matriz eletrônica para a célula orgânica. A ideia é usar a interface eletrônica para extrair e passar informações para as células do nosso organismo. As perspectivas desse tipo de tecnologia são incríveis: com facilidade, seria possível monitorar precisamente o funcionamento de cada sistema de nosso organismo e corrigi-lo com a facilidade de um clique num computador ou mesmo num aplicativo de smartphone.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Cientistas criam tecido híbrido de células humanas e eletrônicas
Cientistas da Universidade de Harvard, Estados Unidos, chegaram ao que
pode ser considerado como o primeiro modelo viável de tecido ciborgue da
história. O resultado da pesquisa capitaneada pelo Dr. Charles Lieber é
um tecido vivo que mescla componentes orgânicos com elementos
eletrônicos, como nanofios e transistores. Embora a pesquisa esteja
centrada em ratos, os cientistas conseguiram criar 1,5 centímetro de
vaso sanguíneo humano totalmente funcional.
Imagem mostra célula impregnada de nanofios (Foto: Reprodução)
Os cientistas realizam no momento suas pesquisas com tecidos vivos de
ratos. Para chegar no composto híbrido, basicamente eles constroem uma
estrutura com colágeno – a substância que preenche e faz a ligação entre
nossas células. No colágeno, são posicionados os componentes
eletrônicos de forma que, quando a célula cresce à sua volta, eles
acabam sendo integrados ao tecido vivo. A técnica já foi testada com
sucesso em células do coração, músculos, vasos sanguíneos e até mesmo
neurônios.
Embora ainda estejamos longe da capacidade de manufaturar vida, ou
construir órgãos biônicos, os cientistas já foram capazes de
protagonizar saltos muito importantes no caminho para atingir essas
metas. Exemplo disso é o uso da tecnologia de tecidos híbridos num
coração. Através da malha eletrônica, foi possível extrair dados sobre o
funcionamento das células, como sua taxa de compressão e expansão a
cada pulso.
Para os cientistas envolvidos no projeto, o próximo grande salto é passar informações da matriz eletrônica para a célula orgânica. A ideia é usar a interface eletrônica para extrair e passar informações para as células do nosso organismo. As perspectivas desse tipo de tecnologia são incríveis: com facilidade, seria possível monitorar precisamente o funcionamento de cada sistema de nosso organismo e corrigi-lo com a facilidade de um clique num computador ou mesmo num aplicativo de smartphone.
Para os cientistas envolvidos no projeto, o próximo grande salto é passar informações da matriz eletrônica para a célula orgânica. A ideia é usar a interface eletrônica para extrair e passar informações para as células do nosso organismo. As perspectivas desse tipo de tecnologia são incríveis: com facilidade, seria possível monitorar precisamente o funcionamento de cada sistema de nosso organismo e corrigi-lo com a facilidade de um clique num computador ou mesmo num aplicativo de smartphone.
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