O criador do site SurfTheChannel.com,
Anton Vickerman,
foi condenado a passar quatro anos na cadeia pela justiça da
Inglaterra. A página, que tinha 400 mil visitantes por dia e era uma das
mais famosas no ramo de compartilhamento ilegal de arquivos na
Internet, já foi retirada do ar. O serviço era até mais popular do que o
Facebook, por exemplo.
Dono do site foi condenado, mas sua esposa inocentada (Foto: Reprodução)
A disponibilização de links para transmissões de conteúdos protegidos
por direitos autorais foi considerada um crime grave pelo juiz John
Evans, que chegou a dizer que era por causa deste tipo de iniciativa que
indústrias cinematográficas estão sofrendo para ter lucro atualmente e o
público tendo que pagar cada vez mais caro por entretenimento. Enquanto
isso, Vickerman chegava a ganhar 60 mil libras (R$ 190 mil) por mês com
o projeto.
O
SurfTheChannel.com ficou famoso por oferecer links
para downloads de filmes e também streaming de programações televisivas.
Voluntários encontraram links na Internet e outros verificaram se estes
já eram usados anteriormente. Em cerca de dois anos, o site arrecadou
mais de 1 milhão de libras (R$ 3,2 milhões) segundo a acusação.
Mais de 5.600 filmes e programas de TV estavam disponíveis na página, o
que gera um prejuízo estimado de até 198 milhões de libras (R$ 630
milhões) às produtoras, segundo as autoridades.
“Uma vez que o prejuízo chega a neste nível, é irrelevante o número
exato. Só se sabe que o retorno negativo é enorme. E as perdas não devem
ser vistas apenas para os estúdios, mas também para centenas de
funcionários desta indústria”, criticou o promotor do caso, Ari Alibhai,
lembrando ainda que os danos podem se estender a outras indústrias e
até aos governos pelo fato de perda também de arrecadação de dinheiro
com impostos.
A defesa tentou alegar que o rapaz foi à falência com tantas sanções
financeiras que recebeu da Justiça e que chegou até a terminar o
casamento por conta do estresse que este processo causou. No entanto, as
alegações não foram o bastante para salvar a pele de Vickerman, que foi
condenado a quatro anos de prisão. A esposa dele, também acusada, foi
inocentada.
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