Muito empregado em recentes produções de Hollywood, o som 3D já está
disponível para home theaters, e os cinéfilos já podem viver essa
experiência em casa. Ele chega aos aparelhos domésticos pela Dolby por
meio de sua tecnologia Atmos, que cria “objetos sonoros” ao redor do
espectador correspondentes à ação na tela. Sons de trovões ou chuva
caindo, por exemplo, são reproduzidos em diferentes níveis auditivos,
fazendo com que o ouvinte se sinta dentro da cena.
Atmos, tecnologia de som 3D, já está disponível para home theaters (Foto: Divulgação/Dolby)
Para
se ter uma ideia do efeito produzido, vale lembrar que a técnica rendeu
dois Oscars de som (mixagem e edição) ao filme "Gravidade". O diretor
Alfonso Cuarón descreveu a nova tecnologia como “um sonho tornado
realidade, em que você pode explorar as possibilidades de profundidade e
separação como nunca antes.”
No Dolby Atmos, cada peça do
áudio é codificada como um objeto de som, destinado a um ponto
específico em torno do público em um espaço tridimensional. Até 128
elementos de áudio individuais podem ser reproduzidos ao mesmo tempo
pelo sistema. Esse limite não chegou a ser atingido na película de
Cuarón, o que significa que ainda há muito potencial a ser explorado.
Muitos
outros filmes, como "Brave", "O Hobbit" e "Homem de Ferro 3", também
usaram o áudio tridimensional do Atmos. Em princípio, as salas precisam
ter auto-falantes no teto para reproduzir os efeitos sonoros, o que
também é necessário para os home theaters. No entanto, é possível
improvisar para criar o mesmo efeito.
Salas de cinemas já têm tecnologia de som 3D (Foto: Divulgação/Dolby)
“Nossa
pesquisa descobriu que um som parece vir de cima de um ouvinte quando
se tem uma ‘ranhura’ – a combinação dos sons faz uma curva por cima da
sua cabeça e chega aos seus ouvidos, assim como acontece com as
reflexões que batem nos ombros”, explicou Jonathan Jowitt, técnico
especialista em serviços de provedor de conteúdo da Dolby europeia.
O
resultado é um alto-falante virtual na parte superior do ambiente,
criado por meio do direcionamento de um pequeno alto-falante para o
teto. É impossível diferenciar isso e alto-falantes reais montados no
telhado, segundo o especialista.
Quem quiser atualizar seus
sistemas domésticos para o Atmos precisará comprar kit incluindo um novo
receptor de áudio, que decodifica os sons e os lança para os
alto-falantes. Receptores de áudio com menos de dois anos podem ser
compatíveis com a atualização de software Atmos, mas o sistema ainda
exige pelo menos dois alto-falantes “up-firing”. A boa notícia é que o
som Atmos pode ser armazenado em Blu-ray, além da Dolby Digital Plus,
usada em serviços de streaming como Netflix.
Fabricantes como
Yamaha, Pioneer e Onkyo já licenciaram o Dolby Atmos para dispositivos
domésticos. Vários deles deverão ser lançados na IFA 2014, feira de tecnologia que acontece entre os dias 5 e 10 de setembro, em Berlim.
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